

por DevolveAI
Olho Vivo
Como proteger pais e avós de golpes no celular: guia 2026
Seus pais e avós estão cada vez mais conectados. Isso traz autonomia e contato com a família, mas também os coloca na mira de criminosos.
Os golpistas sabem que muitas pessoas mais velhas confiam nas outras com facilidade. Eles exploram justamente essa confiança para aplicar fraudes pelo celular.
A seguir, você vai entender por que esse público é tão visado e aprenderá ações práticas para proteger quem você ama
Por que idosos são os alvos preferidos
A inclusão digital da terceira idade avançou rapidamente nos últimos anos. Mais pessoas com 60 anos ou mais utilizam aplicativos de banco e de mensagens todos os dias.
Esse crescimento veio acompanhado de mais riscos. Uma pesquisa da Fundação Seade, divulgada pela Agência SP, mostra que 82% das pessoas 60+ em São Paulo já sofreram tentativas de golpe.
O número de denúncias também impressiona. Foram mais de 72 mil fraudes financeiras contra idosos registradas no Disque 100 em 2024, segundo dados reunidos pelo Sindpd.
Boa parte das vítimas não percebe o golpe na hora. Muitos casos só chegam às autoridades por meio de intervenções de filhos e netos.
A pouca familiaridade com a tecnologia pesa nessa conta. Links falsos e mensagens fraudulentas acabam passando despercebidos com mais facilidade.
Some a isso o isolamento de algumas pessoas mais velhas. O criminoso finge ser um parente ou um atendente para ganhar confiança rapidamente.
Os golpes que mais atingem a terceira idade
A falsa central bancária lidera os ataques contra idosos. O criminoso liga, inventa um problema na conta e pede dados pessoais ou a realização de transferências.
O golpe do falso benefício também é comum. A vítima recebe a promessa de uma restituição e acaba pagando uma taxa que não existe.
Outro clássico é o phishing por mensagem. Um link falso de banco ou do INSS pede atualização de cadastro e rouba os dados, como detalha o TechTudo.
A clonagem de voz por inteligência artificial preocupa cada vez mais. Hoje, o criminoso consegue imitar a voz de um neto pedindo dinheiro com urgência.
As falsas oportunidades de investimento também atingem esse público. A promessa de lucro rápido costuma esconder um golpe de criptomoedas.
A Febraban lista ainda o golpe do cartão retido e o do falso motoboy. O detalhamento completo desses formatos está no material explicativo da Serasa.
Em todos eles, o senso de urgência é a arma principal. Quem decide com pressa acaba esquecendo de checar se a história é verdadeira.
Ajustes de segurança no celular deles
Comece ativando a verificação em duas etapas do WhatsApp. Esse recurso cria um PIN que impede a clonagem da conta, conforme orienta o próprio WhatsApp.
Configure senhas fortes no aparelho e nos aplicativos de banco. Evite usar datas de nascimento e sequências fáceis de adivinhar.
Ative a biometria sempre que possível. A digital ou o reconhecimento facial bloqueiam o acesso de estranhos com rapidez e segurança.
Deixe as notificações de mensagens sensíveis fora da tela bloqueada. Assim, ninguém consegue ler códigos de verificação sem desbloquear o celular antes.
Instale apenas aplicativos vindos das lojas oficiais. Programas baixados por meio de links suspeitos costumam esconder vírus criados para roubar dados.
Revise com eles quem pode ver a foto de perfil e o status no WhatsApp. Limitar essas informações apenas a contatos conhecidos reduz drasticamente o risco de abordagens maliciosas, como mostra o caso citado pela PSafe.
Como conversar sobre golpes sem assustar
O tom da conversa faz toda a diferença. Em vez de alarmar, mostre que você está ali para apoiar e proteger. Use exemplos do dia a dia para explicar os golpes. Comparar um link suspeito com um estranho batendo na porta ajuda a fixar a ideia.
Combine uma regra simples com a família. Nenhuma decisão envolvendo dinheiro é tomada sem antes ligar para um parente de confiança.
Crie uma palavra secreta entre vocês. Ela serve para confirmar rapidamente se um pedido de dinheiro é mesmo verdadeiro.
Repita a conversa de tempos em tempos. Os golpes mudam, e a informação precisa ser reforçada com paciência.
Valorize cada dúvida que eles trouxerem. Quando se sentem acolhidos, pais e avós pedem ajuda antes de agir por conta própria.
O que fazer se eles já caíram
A primeira atitude é manter a calma e acolher. Culpar a vítima só aumenta o medo e atrapalha os próximos passos.
Em seguida, entre em contato com o banco pelos canais oficiais. Quanto mais rápido a fraude for contestada, maiores são as chances de bloquear o valor.
Reúna todas as provas do ocorrido. Guarde prints das conversas, comprovantes e qualquer dado da conta que recebeu o dinheiro.
Registre um boletim de ocorrência. Esse documento formaliza o crime e ajuda na investigação e na busca pela devolução.
Avise outros familiares e contatos. Isso evita que o mesmo golpe se espalhe para mais pessoas próximas.
Depois do susto, vale buscar apoio para reaver o valor. O caminho prático para isso está no texto sobre como superar o trauma e recuperar o dinheiro.
Resumo e apoio da DevolveAI
Proteger pais e avós passa por três frentes que se completam. Ajustar a segurança do celular, conversar com paciência e saber agir caso o golpe aconteça.
A falsa central bancária, o phishing e a clonagem de voz são as ameaças mais frequentes. Em todas elas, a urgência é o gatilho que o criminoso usa contra a vítima.
Pequenas atitudes fazem uma grande diferença. Verificação em duas etapas, senhas fortes e uma palavra secreta na família já evitam muitos prejuízos.
Quando o golpe acontece mesmo assim, o tempo conta a favor de quem age. A DevolveAI une tecnologia e direito digital para rastrear o dinheiro e buscar a devolução com transparência.
Veja também o nosso guia sobre o golpe das tarefas no WhatsApp e entenda se a DevolveAI é segura. Quem precisa recuperar valores encontra respostas claras no guia sobre custos e prazos e no texto sobre direitos no golpe do Pix.
Vale ver ainda como funciona o rastreio de valores roubados e o caminho seguro para golpes pelo Pix.
Se alguém da sua família caiu em um golpe, fale com a gente. Comece pela consultoria gratuita ou chame no WhatsApp e dê o primeiro passo para reaver o dinheiro.